sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

A rapariga do comboio - Paula Hawkins



"O êxito de vendas mais rápido de sempre.           

O livro que vai mudar para sempre o modo como vemos a vida dos outros.       

Todos os dias, Rachel apanha o comboio... No caminho para o trabalho, ela observa sempre as mesmas casas durante a sua viagem. Numa das casas ela observa sempre o mesmo casal, ao qual ela atribui nomes e vidas imaginárias. Aos olhos de Rachel, o casal tem uma vida perfeita, quase igual à que ela perdeu recentemente.         

Até que um dia...   

Rachel assiste a algo errado com o casal... É uma imagem rápida, mas suficiente para a deixar perturbada.       

Não querendo guardar segredo do que viu, Rachel fala com a polícia. A partir daqui, ela torna-se parte integrante de uma sucessão vertiginosa de acontecimentos, afetando as vidas de todos os envolvidos."



Por cada livro que leio desejo tantos outros que o meu tempo acaba por ser pouco para conseguir ler tudo o que quero. Este livro é mais um exemplo de isso mesmo. Ele foi publicado em Portugal à um ano e meio e eu ainda não o tinha lido. Agora surgiu a oportunidade e desta feita em e-book, ando nesta onda agora...
Este é um thriller empolgante e ao mesmo tempo arrepiante. Quanto mais estranha parecia a história mais vontade tinha de a ler... É um daqueles livros que servem perfeitamente para iniciar uma brainstorming ("tempestade cerebral" ou tempestade de ideias, mais que uma técnica de dinâmica de grupo, é uma atividade desenvolvida para explorar a potencialidade criativa de um indivíduo ou de um grupo - criatividade em equipe - colocando-a a serviço de objetivos pré-determinados) sobre temas diversificados como o alcoolismo e as suas consequências, o papel da mulher na sociedade e o que dela se espera. A infertilidade e o seu impacto nos casais e em especial na mulher e a violência doméstica quer seja ela física, emocional ou psicológica.
A autora abordou muito bem as temáticas que referi anteriormente e soube incorporá-las no texto de uma forma que me levou a pensar seriamente nelas. As descrições, acerca dos sentimentos da mulher em relação à infertilidade idiopática (aquela que não tem explicação e razão de ser porque num membro do casal tem problemas a esse nível e tanto me tem atormentado) são muito assertivos. A determinada altura, tive a sensação de estar a ler um relato sobre mim mesma, e por isso identifiquei-me muito com a personagem de Rachel. Em relação às outras temáticas abordadas a autora fez igualmente um trabalho exemplar, pelo menos assim me pareceu apesar de ter pouco conhecimento sobre elas.
O livro tem uma narrativa a três pessoas e inicialmente isso atrapalhou-me um pouco, devido às analepses e às prolepses que daí advêm. Quando entendi o ritmo do livro a leitura tornou-se mais rápida e mais fácil. O próprio ritmo da obra também é mais lento no inicio e vai crescendo gradualmente até ao final da história, o que me "agarrou" à narrativa de uma forma surpreendente. A autora conseguiu manter o suspense quase, quase até ao final e isso também contribuiu para o sucesso deste livro.  Paula Hawkins faz-nos desconfiar de um personagem diferente, quase que em cada capitulo, e isso faz com que se adense o mistério. A curiosidade corrói o leitor e ele só descansa até saber a verdade e nada é aquilo que parece ser. Assim foi comigo. Espero que gostem ou que também tenham gostado desta minha última leitura de 2016.

Boas Leituras!
;)

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