sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

As mais belas histórias portuguesas de Natal - Vasco Graça Moura


Da  Quetzal Editores chegam-nos pela mão de Vasco Graça Moura "Textos de: Ramalho Ortigão, Eça de Queirós, José Maria de Andrade Ferreira, Dom João da Câmara, Abel Acácio Almeida Botelho, Fialho de Almeida, Brito Camacho, Raul Brandão, Júlio Brandão, Carlos Malheiro Dias, Aquilino Ribeiro, Pina de Morais, Ferreira de Castro, João Araújo Correia, Vitorino Nemésio, José Régio, José Rodrigues Miguéis, Tomaz de Figueiredo, Josão Gaspar Simões, Domingos Monteiro, Miguel Torga, Manuel da Fonseca, Alves Redol, Sophia de Mello Breyner Andresen, Fernando Namora, Jorge de Sena, Maria Judite de Carvalho, Natália Nunes, José Saramgo, Urbano Tavares Ridrigues, Alexandre O'Neill, Maria Ondina Braga, Isabel da Nóbrega, Graça Pina de Morais, Altino do Tojal e José Eduardo Agualusa."

"(...) a festividade religiosa (do presépio à missa do galo) e a sua paralela celebração secular e jubilante quase sempre no plano da família; o contraste mais ou menos chocante entre graça e desgraça, ou entre grupos e condições sociais; o regresso de alguém que, regra geral, estava ausente havia muito; a evocação do tempo e das vivências do passado; a reconciliação entre os homens; por vezes o sofrimento, a tragédia ou a violência numa quadra que não deveria comportá-los; quase sempre a ruralidade do meio em que a acção decorre (nesta colectânea, todavia, com algumas excepções, nítidas); como cenário de fundo, é frequente a contraposição do mau tempo (chuva, frio, neve, ventania) a um ambiente aconchegado e familiar." 


Como vos queria falar deste livro antes do natal não esperei para o terminar, mas já posso tecer algumas considerações. Escolhi este livro por se enquadrar na época festiva que vivemos agora. Para ser sincera conheci-a muito poucos estes contos natalinos portugueses e quando vi o livro fiquei curiosa. São contos de autores clássicos portugueses e por isso nos dão uma prespetiva diferente do natal, o natal aqui narrado é mais rural, sentimental e de partilha (completamente diferente com o natal cosmopolita, consumista e "frio" que vivemos hoje em dia.) Alguns dos contos são demasiado fortes e violentos para a época festiva mas eles são mesmo assim e nem por isso perdem o seu encanto. Ainda não terminei a leitura, pois como são contos clássicos, a sua leitura é mais lenta e em certos aspectos exige do leitor um pouco mais de atenção.

É uma leitura diferente que eu aconselho a toda a gente. Tem a magia da quadra e o encanto dos contos clássicos que todos deveríamos experimentar.

Boas leituras!

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